A cirurgia bariátrica, também conhecida como cirurgia da obesidade, gastroplastia ou redução de estômago, reúne técnicas cientificamente comprovadas para o tratamento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas por ele.
Os benefícios da cirurgia bariátrica vão além da perda de peso e da melhora das doenças associadas à obesidade, como diabetes e pressão alta. Também diminui do risco de mortalidade geral, aumenta a longevidade e melhora a qualidade de vida. Hoje em dia, a cirurgia é bastante segura e com baixas taxas de complicações desde que feita por equipes experientes e em hospitais com estrutura adequada.
A cirurgia bariátrica é indicada para pessoas com IMC (Índice de massa corporal) acima de 40kg/m2 ou acima de 35kg/m2 na presença de doenças associadas como: hipertensão arterial (pressão alta), diabetes, apnéia do sono, problemas na coluna e articulações dos membros inferiores, colesterol alto, entre outras. Lembrando que o IMC é calculado dividindo-se o peso (em kg) pela altura (em metros), e depois dividindo-se o resultado novamente pela altura (em metros).
Existem várias técnicas de cirurgia bariátrica. No Brasil as mais realizadas são o bypass gástrico e a gastrectomia vertical (Cirurgia de Sleeve). Todas podem ser realizadas de maneira pouco invasiva por videolaparoscopia (cirurgia dos furinhos) ou mais recentemente por cirurgia robótica, ambas sem cortes, com pouca dor e rápida recuperação pós-operatória.
Para realizar a cirurgia, o paciente deve procurar um cirurgião bariátrico e, havendo indicação, iniciar o preparo pré-operatório que consiste na realização de alguns exames e consultas, como por exemplo com a nutricionista e psicóloga da equipe multidisciplinar. Esse processo leva em média poucas semanas.
Normalmente o paciente recebe alta em 36 a 48 horas após a cirurgia, e em torno de 10 a 15 dias já pode retornar às suas atividades habituais, como trabalhar e dirigir. A dieta é exclusivamente líquida nas primeiras duas semanas e tem sua consistência evoluída ao longo das semanas seguintes.
Espera-se uma perda média de 60 a 75% do excesso de peso, com a maior perda sendo atingida entre 18 e 24 meses após a cirurgia. É importante lembrar que, a obesidade é uma doença ainda sem cura! Portanto após a cirurgia o paciente deve manter acompanhamento com a equipe e tomar os suplementos vitamínicos prescritos. Se você está com sobrepeso ou obesidade não demore para buscar tratamento. Não é apenas sobre perda de peso, mas também sobre saúde e qualidade de vida!
Autores: Dr. José Alfredo Sadowski e Dr. Gustavo Rodrigues Alves Castro